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Moon Knight - Episódio 3 Explicado: Análise, Referencias e Easter Eggs

Atualizado: 26 de abr.

O episódio 3 de Moon Knight coloca Marc Spector à caça do túmulo de Ammit, porém encontra tempo suficiente para apanhar alguns easter eggs no longo do caminho.

 

ATENÇÃO: ESTE ARTIGO CONTÉM SPOILERS PARA O EPISÓDIO 3 DE MOON KNIGHT!!!!


A flutuar como uma borboleta, e a picar como uma abelha, eis os easter eggs do episódio 3 de Moon Knight. Para além de mudar a ação de Londres para o Cairo, o episódio 3 de Moon Knight muda o foco do Steven Grant para Marc Spector, invertendo os seus papéis dos dois primeiros episódios da série da Disney+.


Arthur Harrow de Ethan Hawke começou a desenterrar a sua amada Deusa Ammit, forçando Marc - como avatar do deus egípcio Khonshu - a tomar medidas drásticas como a convocação de outros deuses, e a dar um espetáculo estrelar a nível mundial. A Layla de Calamawy, uma ladra arqueológica e a esposa distante de Marc, junta-se à diversão, e juntos descobrem com sucesso a localização do túmulo de Ammit... ao lado de outro sarcófago cheio de easter eggs para o Cavaleiro da Lua revestidos de areia.


O Moon Knight tem-se mantido deliberadamente afastado do MCU a nível de amplitude, mas existem referências a serem encontradas aqui. O Episódio 2 mencionou a GRC do Falcon & The Winter Soldier, enquanto que o Episódio 1 deixou só uma referência em livros de Asgard e Wakanda.


À medida que o Moon Knight aumenta no seu enredo, é apenas uma questão de tempo até que o resto do MCU venha a caminho. É impossível que o Dr. Strange e Wong não tenham reparado na interferência na linha temporal por Khonshu, afinal de contas.


O episódio 3 de Moon Knight alude a histórias da banda desenhada, a locais conhecidos dentro do MCU, e potencialmente referem uma personagem de Black Panther. Aqui estão todos os detalhes que desenterrei.


LAYLA REVELA AS SUAS ORIGENS

O episódio abre com a Layla, que agora sabemos ser a mulher do Marc Spector, a desabafar com uma amiga chegada da família, ou talvez mesmo a mãe, não sabemos bem, mas esta senhora não é estranha a séries baseadas em bandas desenhadas, pois ela também já entrou na série de Gotham. Um pequeno detalhe que acho que poderiam gostar de saber.


Layla revela que vai atrás de Marc para o Egipto depois de 10 anos fora da sua terra, o que a deixa um pouco ansiosa. Layla também revela que não é uma simples ladrão de antiguidades, mas que se prefere intitular como alguém que rouba dos ricos e devolve as antiguidades às suas próprias culturas. Algo digno de se fazer, portanto. Mas atenção a este pormenor sobre as antiguidades, porque vai ser importante mais à frente nesta análise.


PERTO DA VISTA, PERTO DO CORAÇÃO

No meio desta conversa inicial, Layla também revela que Marc estava a morar a apenas 20 minutos de distância na sua antiga casa, o que é interessante, porque apesar de Marc não ter controlo do seu corpo que estava a ser controlado por Steven, mesmo assim, o seu subconsciente arranjou maneira de ficar perto da sua mulher.


O que demonstra a ligação que ambos têm mesmo que Steven não saiba sequer quem ela era. Pena que no apartamento, supostamente da mãe de Steven, esteja agora um peixe abandonado e provavelmente morto pela falta de comida.



MAIS UM PASSAPORTE, MAIS DETALHES

Ora, nesta abertura do episódio, também somos presenteados com mais um passaporte, e como já sabes, caso tenhas lido a análise ao episódio anterior, onde há passaportes, há easter eggs, e aqui não é diferente.


O passaporte que Layla e a sua - amiga? mãe? - estou a falsificar, revela alguns detalhes verdadeiros sobre Layla, e algumas ligações ao seu passado. O passaporte mostra a sua nacionalidade, como sendo da República Arabe do Egipto, e revela que nasceu no Cairo, cidade para a qual agora regressa, daí a sua ansiedade.


O passaporte também revela o seu nome completo e é um nome interessante devido ao seu significado. Layla Abdallah El-Faouly é o seu nome completo e pode gerar aqui uma ligação importante, porque Abdallah significa, “Servo dos Deuses”, no arábre tradicional, o que pode significar que a família de Layla, pode ter uma certa ligação aos deuses egípcios, talvez sendo os seus discípulos, e que por isso, o Khonshu revelar no episódio anterior que ele quer Layla para seu o seu próximo avatar em vez de Marc.


Outro detalhe interessante sobre isto, é a joia que Layla usa mais à frente no episódio, que ela usa para assinar o guarda de Antoine. Ora, acho que essa joia, pode ser uma certa forma de herança de família, e que essa mesma possa estar ligada aos deuses. Mas esta é uma teoria que talvez tenhamos de esperar para ver se nos leva a algum lado no futuro.


Mas de volta ao passaporte. Nos dados que nos são apresentados nele, também ficamos a saber que Layla não foi evaporada por Thanos quando este fez o seu snap, pois, a data de emissão do passaporte, mostra a data 29 de Maio de 2019, e assim como Marc Spector - como escrevi na análise ao episódio anterior - os dois escaparam ao Snap do Thanos que ocorreu em Maio de 2018. Mas apesar de tudo isto, esta não é uma fonte segura de informação, visto ser um passaporte falso. Mas vamos ver se estas teorias se confirmam nos próximos episódios.


A FAMÍLIA DE LAYLA TEM HISTÓRIA EM CAIRO

Mais à frente quando Layla encontra Marc, este diz que ela não devia estar ali, ao qual ela responde com o uso de umas palavras muito interessantes, dizendo: “Porquê? Porque o meu nome chateia algumas pessoas no Cairo?".


É bastante curioso o porquê de ela dizer isto, e o porquê de o seu nome chatear as pessoas de Cairo. Pode ser que esteja aqui um enredo interessante sobre a família de Layla. Talvez sendo o seu pai um arqueólogo, este tenha feito algo contra as crenças da região. Talvez tenha até mesmo descoberto algo sobre os deuses egípcios, ou simplesmente por o nome da família mostrar a ligação aos deuses como disse antes, e isso fazer vir ao de cima o repúdio da população.


E tendo em conta que ela ficou fora da sua terra natal por 10 anos, tem de haver aqui algo mais que nos está a escapar ou que será guardado para episódios futuros. Também pode ser que tenha algo haver com o fato de ela ser considerada uma ladra de túmulos ou de artefatos.



COLECIONADORES E AS SUAS LIGAÇÕES

Uma ligação que podemos fazer em relação à ligação que Layla tem com os artefatos, é que ela partilha a mesma filosofia do Killmonger, o qual também assaltou um museu de antiguidades com o objetivo de devolver o seu conteúdo aos povos de origem.


A outra ligação que envolve antiguidades, vem da parte de Sharon, que ficamos a saber que comanda o Power Broken, em Mandipor e que também ela adora antiguidades porque vemos uma sala inteira cheia delas. Antiguidades essas que foram adquiridas no mercado negro. Mercado esse onde Layla “trabalha” por assim dizer.


O que pode querer indicar que as duas já se cruzaram, especialmente se tivermos atenção a um detalhe que aparece na cena com o Antoine, na qual o segurança revela que Layla já esteve presente em Mandipor e que teve umas chatices por lá, talvez, chatices essas com a líder do Power Broken, Sharon Carter, que sabemos que não é flor que se cheire depois dos acontecimentos em Falcon e o Winter Soldier.


E se nós recebermos um cameo de alguém do plantão do MCU, deduzo que seja a Sharon. Nem que seja numa das cenas pós créditos.



PAI ARQUEÓLOGO

Outro aspeto interessante que foi revelado, foi que o pai de Layla é um arqueólogo, o que pode de certo modo ser um dos arqueólogos assassinados no ficheiro da Interpol que foi mostrado no episódio 2, e se quisermos pensar o pior, o pai de Layla pode ter sido assassinado por Marc, ou por uma terceira personalidade muito mais sangrenta, que parece aparecer nas alturas em que Marc precisa de fazer algo mais macabro. Mas já falamos sobre isso.


Outro detalhe no meio desta revelação é que o pai de Layla costumava-a chamar de “Pequeno Escaravelho”, o que pode representar a ligação da família ao escaravelho que todos procuram nesta série, e que este poderá ser muito mais do que um GPS para o túmulo da deusa Ammit.



A TERCEIRA PERSONALIDADE CONTINUA A SURGIR

Outro fator é que a série de Moon Knight não tem sido tímida na elaboração de uma terceira personalidade adicional para além de Steven Grant e Marc Spector. Quem perguntou à colega de museu de Steven que fossem num encontro? O que aconteceu ao peixe de uma só barbatana? Quem estava a beber uma pinga no final do episódio 2? Todos os sinais apontam para Jake Lockley como uma potencial terceira identidade alternativa.


Na história da banda desenhada, Lockley é um detetive privado sarcástico disfarçado de taxista, e é exatamente o tipo de homem que espancaria criminosos para obter informações. No episódio 3, nem Steven nem Marc se lembram de ter ensanguentado os bandidos fugitivos e os ter perseguido até àquele penhasco - um subtil easter egg de Moon Knight a indicar a estreia de Jack Lockley.



FATO CURATIVO

Mais à frente, na cena de luta fantástica entre o Moon Knight e os seguranças de de Anton, o Cavaleiro da Lua é empalado por vários ferros, o que o deveria ter matado mas como o Deus da Lua revelado numa cena antes, sabemos agora que o fato que Moon Knight usa, tem propriedades curativas, e propriedades essas que só podem estar ao nível do Wolverine ou do Deadpool, porque de outra maneira, seria impossível Marc ter sobrevivido a todo aquele empalamento, não é verdade?


Será interessante ver, como Marc se consegue safar sem o seu fato de cerimônia no futuro, agora que Khonshu se encontra preso em pedra e ele não tem acesso ao fato, assim como o próprio disse.


O SINAL AOS DEUSES

Khonshu inicia o seu sinal lunar para convocar a Comissão Egípcia, levando a uma rápida congregação dentro da Grande Pirâmide de Gizé, à qual Marc Spector é convidado a assistir através de um portal. Embora liberdades criativas sejam tomadas aqui, a cena da reunião é um easter egg retirado diretamente da banda desenhada.


O supergrupo egípcio original existia dentro de outra dimensão, mas viajava para o nosso reino mortal através de um portal - embora um semelhante à Ponte Bifrost de Asgard do que a uma parede móvel como vimos em Moon Knight. Na BD o portal ficava, de facto, perto da Grande Pirâmide de Gizé. O que é porreiro ver repetir-se de certa forma na série.



CAMEO PARA WAKANDA FOREVER??

O encontro de Khonshu com o plantão de Deuses não foi um plano bem sucedido, uma vez que quase todos os deuses egípcios rejeitaram a sua causa, e ficaram em vez disso do lado de Arthur Harrow. A única excepção é Yatzil, que é a avatar de Hathor, a deusa da música e do amor.


Aparentemente albergando um ponto fraco por Khonshu, o avatar de Hathor conduz Marc de forma útil em direção ao túmulo de Ammit. No entanto, curioso é como Hathor estabelece uma ligação directa com Black Panther. Na banda desenhada da Marvel, Hathor (ou Hathor-Sekhmet) tem uma aparência felina, e é irmã do deus Pantera Negra de Wakanda, de seu nome, Bast - assim como o próprio Khonshu. Hathor-Sekhmet acaba por assumir o manto do "Deus Leão" em Wakanda, tornando-se um inimigo do Pantera Negra.


O Deus Bast foi apresentado no filme de Black Panther em 2018, enquanto T'Challa mencionou Capitão América: Guerra Civil. O episódio 3 do Cavaleiro da Lua estreia agora esse personagem na íntegra, potencialmente estabelecendo um papel futuro em Black Panther: Wakanda Forever.


TEMOS MAIS 4 NOVAS PERSONAGENS NO MCU

Para além de Hathor, o episódio 3 de Moon Knight também introduz Hórus, Osiris, Isis e Tefnut no MCU - e todos os quatro personagens egípcios foram representados primeiro na mitologia da banda desenhada da Marvel. Cada um do divino quarteto é membro do Ennead nas comics, mas alguns também se aventuraram a uma mais vasta continuidade - Ísis, Hórus e Osíris, por exemplo, juntaram-se todos a Thor durante a série de 1975.


Considerando a sua ligação ao Deus do Trovão, e tendo em mente que Thor: Love & Thunder apresenta um vilão que se intitula " God-Butcher", a passagem pelo MCU dos Ennead pode ser curta… Quem sabe se não vemos o personagem interpretado por Christian Bale a dizimar o panteão egipico.



PRIMEIRA MENÇÃO SOBRE O OVERVOID

Dirigindo-se aos seus irmãos deuses, Khonshu implora-lhes que "regressem da opulência do Overvoid antes que percam este reino". Este easter egg revela a forma como os deuses egípcios habitam atualmente dentro de outra dimensão, e o mesmo se aplica à banda desenhada no que toca aos Ennead, cujo residem no Heliopólo Celestial.


Se os deuses do Egipto no MCU são seres interdimensionais interpretados como divindades pela humanidade, isso coloca-os em linha com os deuses já estabelecidos de Asgard. O Heliopolis Celestial da Marvel é também conhecido pelo termo "Overvoid", confirmando que o lugar que Khonshu menciona é a nossa versão live-action dessa mesma dimensão.


“SENFU” EXPLICADO

Yatzil aponta Marc Spector na direção do sarcófago de Senfu, que supostamente contém a localização do túmulo de Ammit. Senfu poderia ser inspirado pelo faraó Sneferu da vida real, que construiu uma série de pirâmides egípcias antigas.


A ligação de Sneferu à arquitectura pode explicar porque se confiou a Senfu, em particular, a ocultação do túmulo de Ammit na narrativa fictícia da história do Cavaleiro da Lua.



INTRODUÇÃO AO MIDNIGHT MAN

Se o Moon Knight é o Batman da Marvel, Anton Mogart poderia ser o Joker - e o próprio Marc Spector não resiste a fazer essa observação com uma pequena expressão, "Este Joker?".


Interpretado pelo falecido Gaspard Ulliel, Mogart é talvez mais conhecido pelo seu apelido na banda desenhada Marvel, Midnight Man - um hábil ladrão de arte que jura vingança contra Moon Knight depois do vigilante camuflado o deixar desfigurado.


Embora o episódio 3 de Moon Knight não forneça qualquer sugestão de que Anton Mogart tenha se tornado um supervilão no MCU, o comentário sobre o "roupão" de Marc pode ser um aceno ao fato fluído do Midnight Man. Quando Khonshu mais tarde está de pé no topo de um relógio a atormentar Marc com as palavras "tick, tock..." dá para ver também que o relógio se encontra na meia-noite, fazendo referência ao alter ego das BDs de Anton Mogart.


A TERRA VIAJOU 2000 ANOS NO TEMPO?

E para acabar esta análise, temos de falar sobre aquele fim de loucos que foi tão bonito como alucinante, e que pode trazer grandes implicações para o resto do MCU!


No fim do episódio vemos Khonshu e Steven a voltar a as estrelas 2000 anos no tempo, para poderem mapear as constelações e saberem o local exato do túmulo de Ammit, mas como é que isso é possível? Ora, entrando talvez em termos mais científicos, Khonshu conseguiu esta empreitada provavelmente usando a gravidade da lua, coisa que sabemos da vida real que nos afeta a nós no planeta e que por isso temos marés e coisas do gênero. A lua é poderosa, e sem ela não teríamos vida na terra, ou pelos menos, vida como conhecemos, isso é um fato.


Ora, mas o fato de o nosso duo levar a Terra 2000 anos para trás no tempo, pode trazer grandes implicações, porque desta forma, se a terra viajou no tempo, significa que tudo que vimos no MCU até agora, está tudo basicamente de volta, temos as pedras do infinito de volta, Asgard, Hella, Odin e tudo no universo. E o fato de Khnoshu estar preso em pedra agora, pode ser ainda mais significativo, porque não sabemos ao certo se ele conseguiu voltar a colocar as coisas como estavam antes de ele mexer nelas.


Mas outro detalhe que pode escapar, é que o Steven diz que está com dificuldades em aguentar o céu naquela forma, o que pode querer dizer que quando ele perdeu as suas forças e os poderes de Khonshu, as coisas podem ter voltado ao normal e este efeito ser um gênero de boomerang que apenas durou uns minutos, mas que ainda assim, pode trazer grandes implicações para o futuro do MCU.



Ora, mas assim chego ao fim da minha análise ao episódio 3 de Moon Knight, achas que a Terra viajou mesmo no tempo ou que está tudo normal como estava antes? Diz-me nos comentários a tua opinião. E diz-me também se te consegui mostrar algo que não tenhas descoberto a ver o episódio ou se descobriste algo que eu não descobri.


Vê Também: Doctor Strange no Multiverso da Loucura: Análise ao Póster - Todas as Referências e Easter Eggs!

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Sobre o autor do artigo:

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