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Loot Boxes podem ser proibidas no Brasil

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O ministério público brasileiro acatou o pedido de uma Acção Civil Pública da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (ANCED), relativamente a várias empresas da indústria dos videojogos, a fim de impedir a venda e a publicidade de caixas de saque e mecanismos semelhantes no Brasil.


O site The Enemy obteve acesso a documentos que pormenorizam a abertura do processo que tem a Garena entre os alvos principais e que cita várias empresas que recorrem a loot boxes nos seus jogos, tais como Activision, Electronic Arts, Garena, Nintendo, Riot Games, Ubisoft, Konami, Valve e Tencent. A Apple, Microsoft, Sony e Google também não foram deixados de fora, sendo também alvo de acolhimento e venda de jogos que possuem estes mecanismos.


A ANCED apela à interrupção das vendas de caixas de saque até "uma maior definição da sua utilização por crianças e adolescentes", sob uma penalização diária de 4 milhões de reais.


Além disso, a organização também exige que a Garena pague danos de 1,5 mil milhões de reais e danos morais individuais de 1.000 reais a cada utilizador menor de idade dos seus jogos.


A acção judicial, apresentada pela procuradora Luisa dos Passos, equipara as caixas de saque de videojogos a jogos de azar, considerados ilegais no Brasil. Além disso, a procuradora enfatiza o perigo que estes mecanismos representam para os menores.


Cabe agora ao tribunal judicial julgar o caso, mas existe a possibilidade de que as vendas das caixas de saque sejam suspensas durante o decurso do processo legal.



Uma gamer de gema desde a sua tenra idade, Mary Jane adora o mundo do gaming, desde a simples injeção da tomada à montagem do seu PC Gaming. Envergonhada por natureza, não gosta de partilhar as suas redes socias, mas responde aos vossos comentários.